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Quais os primeiros sintomas de câncer de cólon?

Postado em: 17/07/2024

Você conhece os Sintomas do Câncer de Cólon? É muito importante se conscientizar sobre essa doença, que muitas vezes começa de forma silenciosa. 

Com o envelhecimento populacional, os casos de câncer de cólon e reto, também chamado de câncer de intestino, aumentaram no mundo todo. Continue sua leitura e saiba mais sobre o assunto!

Entendendo o câncer de cólon 

Esse é o segundo tipo de câncer com maior incidência de novos casos em homens e mulheres no Brasil, segundo dados de 2020 do INCA.

O desenvolvimento da doença pode iniciar com o surgimento de pólipos, que são tumores benignos que aparecem na parede interna do intestino ou do reto e, com o tempo, podem se tornar malignos

Essa condição tende a surgir principalmente após os 50 anos de idade, quando a probabilidade de surgirem pólipos fica entre 18 e 36%, e costuma ter uma progressão lenta. 

Com a detecção e retirada desses pólipos, se impede que a doença se desenvolva. Assim como diversos cânceres, se descoberto num estágio inicial, o câncer no cólon e reto apresenta altas chances de cura. 

Portanto, mesmo quem não tem os sintomas deve fazer os exames de rastreamento, para prevenção e detecção precoce do câncer de intestino, que inclusive é o tema da campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia em setembro.

Sintomas do câncer de cólon

Ausência de sintomas em estágios iniciais

Em fase inicial, geralmente a doença não apresenta sintomas

Isso faz com que seja essencial fazer exames de rotina que permitam avaliar o intestino e arredores, pois muitas vezes assim é que será possível identificar o câncer nas primeiras fases.

Sintomas 

Quando os sintomas começam a aparecer, o câncer colorretal normalmente começa a se manifestar com a presença de sangue (claro ou escuro), às vezes imperceptível a olho nu, nas fezes. 

Por isso, o primeiro sinal da doença pode se dar com a diminuição dos glóbulos vermelhos no exame de sangue e, para uma primeira triagem, se identifica a presença de sangue oculto nas fezes. 

Caso positivo, deve ser feita a colonoscopia, um exame de imagem capaz de revelar a origem do sangramento, além de possibilitar a retirada de pólipos e realizar biópsia de lesões suspeitas. 

Em alguns casos, também pode ser solicitado o exame de radiografia com contraste, a fim de visualizar as paredes do intestino, permitindo identificar possíveis anomalias.

Outros dos principais sintomas para ficar alerta são:

  • Alterações repentinas do hábito intestinal;
  • Diarreia e prisão de ventre que ocorrem alternadamente;
  • Dor na evacuação;
  • Fezes mais finas e compridas;
  • Flatulência frequente;
  • Desconforto abdominal, dor ou cólicas;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Fraqueza e anemia;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Cansaço constante.

Vale ressaltar que esses sintomas também podem ser causados por diversas outras doenças gastrointestinais, como úlceras, hemorróidas, síndrome do intestino irritável ou inflamação no cólon. 

Ou seja, a manifestação de um ou mais desses sinais nem sempre significa que se trata de câncer de cólon e reto, mas são indicativos importantes para procurar um médico e buscar o correto diagnóstico.

Fatores que aumentam as chances de ter câncer de cólon 

O fato é que ainda não se sabe as causas exatas para o desenvolvimento dessa condição, mas existem alguns fatores que contribuem para o seu desenvolvimento:

  • Idade a partir de 50 anos;
  • Sobrepeso corporal;
  • Histórico familiar ou pessoal de câncer de intestino, ovário, mama ou útero;
  • Má alimentação, dietas pobres em fibras e vegetais, excesso de carne vermelha;
  • Consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, mortadela, peito de peru, presunto, bacon, salame, etc.;
  • Constipação intestinal ou contato prolongado das fezes com a parede intestinal;
  • Pólipos;
  • Ser fumante ou abusar do consumo de bebidas alcoólicas;
  • Doenças inflamatórias, como doença de Crohn e colite ulcerativa;
  • Doenças hereditárias: pessoas que herdaram mutações genéticas de doenças, como síndrome de Lynch, retocolite ulcerativa e polipose adenomatosa familiar.

Tratamento câncer de cólon

A indicação do melhor tratamento para o câncer de cólon pelo médico irá depender de alguns aspectos, como a extensão da doença, idade do paciente, seu histórico e estado de saúde. 

Basicamente, existem quatro tipos de tratamento para o câncer de cólon e reto, que podem ser adotados de forma única ou combinados entre si:

A cirurgia, na maioria dos casos, permite a retirada da parte acometida do intestino, num procedimento chamado ressecção do intestino. 

Sessões de radioterapia geralmente são aplicadas no pré ou no pós-operatório, sendo um método mais comumente utilizado nos casos de câncer de reto ou quando o tumor está localizado muito próximo ao ânus, o que impossibilita a sua retirada por meio de cirurgia. 

Esse procedimento costuma ser bastante eficaz para evitar a regressão da doença. 

Já as sessões de quimioterapia são mais indicadas para os pacientes que se encontram em estágio moderado do câncer e normalmente propicia bons resultados.

Por fim, a imunoterapia, que se trata de uma terapia biológica para estimular e fortalecer o sistema imunológico do paciente, sendo indicada como parte do tratamento, juntamente com a cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. 

De qualquer forma, é importante ter em mente que existem tratamentos eficazes disponíveis para esse quadro. 

Se você tem um ou alguns dos sintomas do câncer de cólon, procure um especialista para fazer uma avaliação o quanto antes. 

E, principalmente para os indivíduos com mais de 50 anos, é fundamental realizar a pesquisa de sangue oculto nas fezes e/ou a colonoscopia periodicamente.

Espero que o conteúdo tenha ajudado. Entre em contato pelo WhatsApp para mais informações sobre o meu trabalho!

Dr. Marcelo Cruz é médico pela UNICAMP, oncologista clínico dos Oncologistas Associados e Grupo Orizonti, Fellow do Programa de Desenvolvimento de Novas Terapias (Developmental Therapeutics Program), Mestre em Pesquisa Clínica pela Feinberg School of Medicine Northwestern University, Chicago – EUA.

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